Às vezes, é necessário um desastre na sala do servidor para solicitar alterações no gerenciamento de dados em uma organização. É sem dúvida preferível que as empresas tomem as medidas apropriadas para proteger suas salas de servidores antes mesmo de um desastre, mas o otimismo excessivo e a inércia das operações do dia-a-dia tornam fácil esquecer que os perigos são reais.

É por isso que muitas empresas só tomam medidas para garantir adequadamente a segurança após suas salas de servidores locais serem prejudicadas por causas naturais ou previsíveis.

Listamos aqui os problemas mais comuns no armazenamento de arquivos em servidores locais.

Antes de tentar determinar a melhor forma de estabelecer os meios mais seguros e econômicos de armazenar seus dados, é importante reconhecer que as salas de servidores locais não são um desastre inerente esperando para acontecer. Em vez disso, há relatos comuns de danos que podem prejudicar os dados que você deve proteger.

Vamos dar uma olhada em alguns dos riscos mais comuns de armazenamento de dados local:

1.  Inexistência de uma Política de Segurança da Informação

É pertinente que esse fator esteja no topo da lista, pois parte dos demais fatores elencados são consequências do não estabelecimento de uma Política de Segurança da Informação.

Imaginemos que um funcionário, recém-contratado, logo ao conhecer seu novo ambiente de trabalho depara-se com os colegas livremente acessando páginas diversas e sendo irresponsáveis para com o patrimônio da empresa.

A sua primeira impressão será de que a empresa não se importa com a segurança ou não tem noção dos riscos que a internet oferece. Se ele considerará isso bom ou não, dependerá exclusivamente do seu senso de profissionalismo.

Definir uma política é fundamental para criar uma organização no que corresponde ao uso da tecnologia dentro da empresa. Os dados são um elemento de altíssimo valor e não devem, em hipótese alguma, ficar vulneráveis às ameaças externas.

2. Danos com vírus e malware

A cada dia surgem mais ameaças para a Segurança da Informação, seja a execução de novas técnicas de penetração, seja a criação de um novo tipo de vírus / malware. Segundo um relatório da Symantec, 42.4 milhões de usuários foram afetados por cibercrimes no Brasil em 2016.

Fato é que nenhuma empresa está segura nos dias de hoje, sobretudo aquelas que até o momento não implantaram um mecanismo de defesa que ao menos amenize os riscos. Em meio a tanto, não é difícil encontrar empresas que não acreditam que podem entrar na mira dos cibercriminosos.

Os ataques cibernéticos em companhias têm como maiores consequências o roubo, a violação e o sequestro de dados sigilosos armazenados em seus sistemas.

Em outros casos, os quais podemos enxergar como “menores”, o sistema operacional sofre danos às vezes irreparáveis e fica mais exposto, com as portas vulneráveis a invasões.

3. Desconhecimento das ameaças internas

As ameaças internas (insider threats) são representadas por colaboradores, terceiros que estejam em ambientes restritos ou pessoas infiltradas — o que se configura, também, como uma falha geral de segurança — e, naturalmente, passam a ter acesso pleno ou parcial, caso haja uma hierarquia de acesso, aos dados da empresa.

Em ambas as situações, o insider threat não necessariamente é uma pessoa mal-intencionada. Dependendo do nível de supervisão, assim como as políticas de uso da tecnologia, é comum que funcionários tenham liberdade para visitar qualquer página da web e baixar conteúdos. Com isso, as contaminações oriundas de sites hospedados em servidores maliciosos e malware costumam ser a causa-efeito.

4. Problemas com energia elétrica

As quedas de energia oferecem riscos maiores em ambientes administrativos, em que aplicações de software de produtividade, como as ferramentas do Office, são utilizadas a todo momento.

Possivelmente, você — enquanto usuário doméstico — já pode ter perdido informações que não foram salvas antes da energia acabar. Imagine então o quanto um ambiente com dezenas de computadores está sujeito a perder?

Outro ponto a ser ressaltado sobre os perigos da queda de energia é o impacto ao qual os computadores estão expostos. Quando desligados inadequadamente, o sistema operacional pode apresentar falhas de boot ou a própria CPU ter algum de seus componentes queimados — inclusive o disco rígido (HD).

5. Falhas humanas

Pode-se entender como “falhas humanas” alguns acidentes e práticas não recomendadas que envolvem aspectos físicos e lógicos, tais como:

  • Remoção de um dado ou arquivo por acidente;
  • Gravação em cima de um arquivo existente;
  • Desinstalação / alteração de arquivos cruciais do sistema;
  • Exposição da máquina a líquidos (água, café etc.);
  • Distrações que resultem na danificação do computador (quedas, armazenamento em ambientes de risco, entre outros).

Os riscos que ameaçam a integridade física dos computadores são ainda mais recorrentes quando a empresa fornece notebooks ou dispositivos móveis, como o tablet, como ferramentas de trabalho. Não é por acaso que algumas fabricantes de laptops oferecem garantias contra danos acidentais.

6. Corrupção de dados

Essa causa está diretamente relacionada à vulnerabilidade do sistema, pois, na maioria das vezes, os arquivos são corrompidos por consequências de ataques de ransomware (sequestro de dados).

O ransomware é um malware que tem como principal função criptografar ou impedir o acesso a uma grande quantidade de arquivos de um computador, sistema de dados ou até mesmo de uma rede inteira. Para que o acesso seja retomado, o vírus exige um pagamento (geralmente feito em criptomoedas, como o Bitcoin) em troca de uma senha que libera o acesso ao dispositivo. Caso o resgate não seja feito ou o usuário tente desbloquear o aparelho por força bruta, dados podem ser removidos permanentemente.

7. Falta de backup

Da mesma forma que a falta de uma boa solução de antivírus deixa o sistema vulnerável, a negligência com o backup é altamente prejudicial para a empresa — além de ser um dos principais motivos que levam à perda de dados.

A sua empresa está com dificuldades para seguir o cronograma de backup? Então um software de automatização de backup profissional é a uma das soluções para garantir que as cópias de segurança sejam feitas com frequência.

Por outro lado, caso a dificuldade seja acompanhar se o processo está sendo executado corretamente, é recomendado fazer auditorias de backup.